Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

As 7 maravilhas de Portugal

A eleição das 7 mais belas obras de Portugal será feita a 7 de Julho de 2007 (07/07/07),
para não deixarmos passar esta data em branco, os VirtuaGuys têm o prazer de apresentar um pequeno vídeo que ilustre esta iniciativa.
publicado por a_barca_vicentina às 15:27
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

A custódia de Belém

 " Em documentos da época há referência a um Gil Vicente, ourives, a quem é atribuída a famosa Custódia de Belém (1506), obra-prima da ourivesaria portuguesa do século XVI, e a um Gil Vicente que foi "mestre da balança" da Casa da Moeda. (...)"

http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm, visitado em 22 de Fevereiro de 2007

publicado por a_barca_vicentina às 18:34
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On-line com Gil Vicente

Estabelecemos contacto com as entidades do além para agendar uma vídeo-conferência com poeta Gil Vicente. Conseguimos depois de algumas interferências estabelecer o contacto e marcar a entrevista.

 Entrevistador: O nosso convidado é o ilustre poeta Gil Vicente que nasceu no século XV, escreveu várias obras de entre as quais se destaca o “Auto da Barca do Inferno”. Vamos com esta entrevista tentar compreender o porquê das personagens criadas e quais os objectivos que pretendia atingir.

 Entrevistador: Como está Drº Gil Vicente? Espero que me esteja a ouvir e a ver em condições Antes de mais o meu muito obrigado pela sua disponibilidade.
 
Gil Vicente: Olá meu Senhor entrevistador, eu tenho passado muito bem aqui por esta bandas. Não sei muito bem como é que vocês conseguem fazer isto… eu aqui e vocês aí na terra. Só pode ser obra do Diabo! Mas diga lá o que quer.
 
Entrevistador: Pois é, já estamos no século XXI e a tecnologia evoluiu de tal modo que nos permite estabelecer contactos a longas distâncias.
 
Entrevistador: Nesta entrevista, irei fazer-lhe algumas perguntas sobre a sua obra, isto é, farei perguntas sobre alguns capítulos.  
 
Entrevistador: Se me permite, e se o senhor estiver pronto, vamos então começar a nossa entrevista.
 
Gil Vicente: Pode começar então...
 
Entrevistador: A minha primeira pergunta é a seguinte: depois de termos lido a sua obra, achamos correcto dizer que o Fidalgo é uma personagem alegórica. Porquê?
 
Gil Vicente: Porque o Fidalgo não é propriamente um indivíduo, não tem características particularizadoras, antes ele representa toda uma classe social, a Nobreza. Eu retrato, no comportamento do Fidalgo, autoritarismo, as injustiças e as vaidades dos nobres.
 
Entrevistador: Sabemos também que o Fidalgo queria embarcar na barca do Paraíso.Qual foi o motivo apresentado pelo Fidalgo para ser aceite na barca do Paraíso?
 
Gil Vicente: O Fidalgo, para ser aceite na barca do Paraíso, disse ser um “Fidalgo de solar”. Ele é um fidalgo de casa rica e antiga, de família poderosa e ilustre.
 
Entrevistador: E já agora, porque não foi aceite?
 
Gil Vicente: O Anjo não o aceitou devido ao seu comportamento: arrogante, impositivo, injusto.
Tenho como exemplo esta frase que escrevi: “Não se embarca tirania / neste batel divinal”. “Tirania” é a palavra que resume a crítica ao seu comportamento.
 
Entrevistador: Em que a representação do Judeu, no “Auto da Barca do Inferno”, revela a presença de preconceitos da época?
 
Gil Vicente: Os preconceitos que se revelam na representação do Judeu são diversos e  encontram-se seja na consideração do judaísmo como se se tratasse de um crime (o bode que o Judeu carrega simboliza o seu apego à religião judaica), seja na crença que o Judeu teria no poder do dinheiro (“Passai-me por meu dinheiro”, diz ele ao Anjo no verso 561), seja nos ataques do Parvo, que acusa o Judeu de desrespeitar a religião católica, seja finalmente na atitude de rejeição que até o Diabo manifesta diante dele (verso 603).
 
Entrevistador: A minha última pergunta.O Parvo! Toda a gente saber o que é que o Parvo representa, do ponto de vista social?
 
Gil Vicente: Representa o agricultor pobre e oprimido, explorado pelos seus senhores, que eram os donos da terra (os senhores feudais). Em sentido mais amplo, representa os pobres,
desvalidos e ignorantes em geral, vítimas da injustiça e da ambição desmedida das classes dominantes.
 
Entrevistador: Senhor Gil Vicente, muito obrigado por este tempo bem passado. Agradeço muito a sua disponibilidade e esperemos poder-lhe fazer outra entrevista sobre outras das suas obras e encontrá-lo bem disposto como deste vez. Muito obrigado.
 
Gil Vicente: Eu é que agradeço por gostarem tanto desta minha obra. Espero que não seja a única. Muito obrigado.
publicado por a_barca_vicentina às 12:22
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007

Olhem para Nós aqui tão...

 lindinhos ...

Somos 5 alunos do Curso Tecnológico de Informática, da turma 10º H, do Centro de Estudos de Fátima e resolvemos juntar-nos para participar neste concurso.

Kevin Santos, de 15 anos e moro no Covão do Coelho. As minhas preferências são: desporto e tudo o que diz respeito à Informática.

Pedro Fartaria, 15 anos e vive na Loureira. Gosto de assuntos relacionados com as Novas Tecnologias.

Roberto Minhoto: tenho 15 anos e moro no Bairro; os meus hobbies preferido são o Futebol e jogar na playstation.

Miguel Reis: tenho 15 anos e moro em Fátima. Os meus hobbeis são o Andebol e os jogos de consola.

André Constantino, 17 anos e vive na Loureira. Gosto de jogar no computador.

 

 

publicado por a_barca_vicentina às 17:25
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Á procura de ...

Viemos para a rua à procura de pessoa que retratassem os tipos sociais da sociedade actual.

O entrevistador começa a sua entrevista de rua procurando as pessoas que retratem as classes sociais mais representativas. A primeira pessoa encontrada foi um Empresário (fidalgo):
Entrevistador: Bom dia. Posso lhe fazer uma pergunta?
Empresário (fidalgo): Tenho um pouco de pressa é que eu tenho uma reunião importante daqui a vinte minutos… bem diga lá então.
 Entrevistador: Imagine que morria amanhã. Como avaliaria o seu contributo para a sociedade actual?
 Empresário (fidalgo): isso é um ponto de vista quase estapafúrdio já que eu tenho muito dinheiro e uma pessoa como eu não morre assim de um momento para o outro mas mesmo assim, vou responder-lhe sinceramente: Eu estou de consciência tranquila porque devo ser o Homem que já contribuiu mais para o bem da humanidade, olhe por exemplo ainda à cerca de três anos criei novas infra-estruturas nos subúrbios de Lisboa em que dei emprego a diversas pessoas, com as mais variadas origens …
 Entretanto aproxima-se um vagabundo que se intromete na conversa.
Vagabundo (Parvo): Vais pro Inferno, à vais vais, à pois vais... Bem isso não é bem assim pra já para criar essas infra na sei quantas teve de mandar a baixo uma escola e por outro lado eu fui lá pedir emprego e vocês mandaram-me dar uma volta…
 Entrevistador: Confirma estas acusações?
 Empresário (fidalgo): (com desdém) Decerto essa espécie de pessoa que está aí não tem as habilitações necessárias para o emprego que pediu…
 Vagabundo (Parvo): Vais pro Inferno, à vais vais, à pois vais... Agora para se ser varredor é preciso tirar um curso?
 Empresário (fidalgo): (com ar de acusação no rosto) Bem voltando ao nosso assunto acho que ninguém tem razões de queixa para com a minha pessoa, principalmente a minha mulher, o meu cunhado, o meu sobrinho a quem dei um grande estatuto nesta sociedade. Neste momento o dever chama-me e tenho uma reunião à qual não devo faltar.
Continuando na sua entrevista de rua avista um Juiz...
Entrevistador: Bom dia Drº Juiz. Posso lhe fazer uma interpelá-lo por uns instantes?
Juiz (Corregedor): Sim sim, diga lá.
Entrevistador: Imagine que o Mundo acabava amanhã. Como avaliaria o seu contributo para a sociedade actual?
Juiz (Corregedor): Que pergunta curiosa… ! O melhor possível não lhe parece?!... Olhe só em seu redor: ando de Porche Cayenne, vivo numa mansão, de quinze em quinze dias vou passar o fim-de-semana ao estrangeiro  no meu avião particular, tenho três meses de férias, possuo casas em diferentes partes do país, os meus filhos frequentam as melhores escolas...
Entrevistador: Mas isso para si é significa uma actuação correcta?!
Juiz (Corregedor): Claro! Se não tivesse resolvido casos importantes, acha que poderia usufruir de todas estes prazeres? Nem todos os juízes vivem deste modo!... Mas se quer que concretize, posso lhe dar alguns exemplos do meu bem sucedido trabalho: lembra-se do caso "Apito Dourado" e do suposto envolvimento do Major Valentim Loureiro? É verdade, fui eu que permiti que saísse em liberdade, tenho contudo de reconhecer a preciosa parceria que consegui com os seus advogados...
 Mais uma vez o vagabundo que continuava a trás do entrevistador mete a sua “colherada” e diz…
Vagabundo (Parvo): Vais pro Inferno, à vais vais, à pois vais... Ah, aquele que parece que suborna tudo e todos?!... Aquele que lá em Gondomar oferece frigoríficos para ganhar as eleições?!...
Juiz (Corregedor): E se assim for, qual é o mal que advém daí? Todos ficam satisfeitos: uns passam a ter mais qualidade de vida e o outro ganha as eleições para poder prosseguir com os seus objectivos.
Vagabundo (Parvo): Qualidade de vida?!... Como se deixaram de ter onde viver?!... As suas casas foram demolidas para construir um centro comercial... De que lhes serve os frigoríficos?!
Juiz (Corregedor): Pois, pois, é o preço a progresso... Agora se me dão licença tenho de me ir embora, pois tenho o João Pinto à espera para mais uma jantarada...
Entrevistador: E assim foi a entrevista ao Juiz(Corregedor) mas vamos agora tentar encontrar outras pessoas...Ora bem Srº Padre, podia-me dar alguns minutos da sua atenção.
Padre (Frade):Claro meu filho diga.
Entrevistador: Imagine que morria amanhã. Como avaliaria o seu contributo para a sociedade actual.
Padre (Frade):Bom acho que se morresse amanhã, o balanço seria positivo, pois passeia-a ajudar o próximo. Fiz tudo o que um padre faz: ajudar, rezar, confessar, divertir-me. Senhor entrevistador acha que um padre neste mundo pode pecar?
Mendigo (Parvo): Este é o Padre mais dedicado no seu trabalho que eu conheço, trabalha no duro até de noite, vejo-o muitas vezes levar as “meninas” ali da esquina para a sua casa. Só poderá ser p’ás confessar.
Entrevistador (Gil Vicente):O que tem a dizer-me dos padres acusados de pedofilia nos EUA?
Padre (Frade):Bem… isso… há Padres que se perdem por caminhos menos claros…são as tentações do diabo. Mas estou convicto que se arrependeram do que fizeram e que Deus lhes perdoará.
Mendigo (Parvo):isso é pergunta que se faça ao Srº Pior?  Ele até dá a catequese aos meninos da sua paróquia e até lhes pisca olho de vez em quando
Entrevistador (Gil Vicente): Qual a sua opinião sobre o aborto? Condena?
Padre (Frade):Lamento não poder responder a essa questão pois tenho um casamento para ir celebrar. Que Deus esteja convosco, um resto de um Bom Dia.
Entrevistador Bem, vou tentar uma pessoa que me diga algo de bom. Olha ali vai um médico. Espere um pouco, por favor. Bom dia! Será que posso colocar-lhe uma questão.
Médico Sim diga!
Entrevistador
Imagine que morria amanhã. Como avaliaria a o seu contributo para a sociedade actual?
Médico Quem sou eu para julgar alguém? Um bom e humanitário médico, antes de avaliar os outros, deve avaliar-se a si próprio. Eu sou apenas um servo de deus que se limita a dar apoio a pessoas necessitadas e que nada têm. Não me considero uma pessoa importante mas acima de tudo sei que contribui para o bem-estar pessoal de muitos.
Entrevistador – Se tivesse de eleger três objectivos para a sua vida, quais escolheria?
Médico
– A minha missão sempre foi e continua a ser acabar com a fome, as desigualdades, e consequentemente, com a pobreza. Se conseguir dar um sorriso a uma pessoa desesperada, então os meus objectivos estão a ser atingidos.
Assim damos por terminada a nossa reportagem relativa à caracterização das classes sociais mais representativas da nossa época e que de alguma forma se relacionam com os tipos sociais do "Auto da Barca do Inferno". Do balanço efectuado concluimos que a maioria das pessoas iriam para o Inferno.
publicado por a_barca_vicentina às 17:14
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Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

Céu ou Inferno ??

Tentando criar um paralelismo entre a critica social evidenciada no “Auto da Barca do Inferno” e os problemas da sociedade actual, saímos à rua na tentativa de obter resposta à seguinte questão:
 
Imagine que morria amanhã. Como avaliaria o seu contributo para a sociedade actual?
 
Para tal, procurámos entrevistar pessoas representantes de diversos estratos sociais, também eles retratados na obra escolhida e que desempenham papéis primordiais no mundo em que vivemos.

Estejam atentos pois irão ficar surpreendidos com o que temos para lhe apresentar...


publicado por a_barca_vicentina às 11:52
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Na Barca do Inferno

Gil Vicente

 

Vida

 

Guimarães Cidade BerçoAceita-se como data mais provável do seu nascimento o ano de 1465, e segundo Pires de Lima, o local mais provável do seu nascimento terá sido a cidade de Guimarães. Veio a falecer em 1536.

Sabe-se que casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente (que morreu em 1519) e Belchior Vicente (nascido em 1505). Depois de enviuvar, casou com Melícia Rodrigues de quem teve Paula Vicente (1519-1576), Luís Vicente (que organizou a compilação das suas obras) e Valéria Borges.

Presume-se que tenha estudado em Salamanca.

 Em Lisboa, sua actividade principal foi escrever e representar autos nas cortes do rei D. Manuel e do rei D. João III.

 

“O Auto da Barca do Inferno”

 

  “ (…) As personagens criadas pelo génio vicentino são sobretudo tipos que ilustram os dramas, as aspirações e os vícios da sociedade da época: a alcoviteira, o clérigo, o fidalgo, o sapateiro, o bispo etc. Todos descritos com mordacidade pelo dramaturgo. Leitura obrigatória dos vestibulares Fuvest e Unicamp 2007, o Auto da Barca do Inferno, escrita em 1517. É uma das peças mais famosas do dramaturgo (..)”.

Obra

 

A sua obra vem no seguimento do teatro ibérico popular e religioso que já se fazia, ainda que de forma menos profunda. Os temas pastoris, presentes na escrita de Juan del Encina vão influenciar fortemente a sua primeira fase de produção teatral e permanecerão esporadicamente na sua obra posterior, de maior diversidade temática e sofistificação de meios. De facto, a sua obra tem uma vasta diversidade de formas: o auto pastoril, a alegoria religiosa, narrativas bíblicas, farsas episódicas e autos narrativos. O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).

publicado por a_barca_vicentina às 17:18
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